A revolução nos pagamentos presenciais chegou com força total graças ao NFC.
pagamentos por aproximação em segundos são possíveis graças ao NFC (Near Field Communication), tecnologia presente em cartões físicos, celulares, relógios inteligentes e dispositivos de IoT.
Essa solução opera por proximidade e torna o processo de compra mais prático, eliminando a necessidade de inserir senha em transações de baixo valor.
No primeiro trimestre de 2025, quase 70% dos pagamentos presenciais com cartão já são feitos por aproximação no Brasil, refletindo uma rápida expansão do mercado.
Em valor transacionado, o uso de NFC cresceu 38,6%, e o número de transações avançou 26,5% em relação ao mesmo período de 2024, totalizando 6,5 bilhões de operações entre janeiro e março.
Isso equivale a 3 milhões de pagamentos por hora, comprovando a preferência dos consumidores por essa modalidade.
O montante movimentado via pagamentos por aproximação alcançou R$ 423,1 bilhões no primeiro trimestre de 2025, dentro de um total de R$ 1,1 trilhão na indústria de cartões.
Veja a distribuição por tipo de cartão:
Esse salto reflete não apenas o apetite por conveniência, mas também a diversificação nas formas de pagamento adotadas pelos consumidores.
Em março de 2025, o tíquete médio dos pagamentos via NFC para cartões Visa registrou alta de 6% em comparação a março de 2024.
Os valores médios por modalidade de cartão são:
Os segmentos que mais impulsionam o NFC no dia a dia dos brasileiros incluem:
A popularização do NFC tem sido um motor para a digitalização do varejo brasileiro, estimulando pequenos comerciantes a atualizar sistemas e terminais de venda.
O ritmo acelerado de adoção coloca o Brasil como forte candidato a líder global em pagamentos digitais nos próximos anos.
O NFC traz benefícios claros e tangíveis para todos os envolvidos:
Essa combinação de praticidade e excelente usabilidade impulsiona ainda mais a difusão da tecnologia.
Vários bancos e emissores integram cada vez mais seus cartões NFC às carteiras digitais, como Google Pay, Apple Pay e Samsung Pay.
Essa integração facilita o pagamento sem a necessidade de portar o cartão físico, proporcionando uma experiência ainda mais fluida e segura.
Em testes avançados, a próxima fronteira é combinar NFC com reconhecimento biométrico, permitindo pagamento apenas com biometria, seja por rosto, voz ou impressão digital.
Essa evolução pretende eliminar a necessidade de portar cartão ou celular, ao mesmo tempo em que mantém altos padrões de segurança.
O uso do NFC concentra-se nos grandes centros urbanos, com São Paulo respondendo por 10% de todas as transações NFC no país.
Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Belo Horizonte também aparecem entre as cidades de maior movimento.
Em nível nacional, 71% dos brasileiros já utilizam pagamentos por aproximação, e 60% o fazem sempre ou quase sempre, motivados principalmente pela segurança e rapidez.
Apesar dos avanços, a inadimplência nos cartões teve leve aumento, de 7,3% para 7,5% em março de 2025, indicando a necessidade de políticas robustas de educação financeira.
Emissores e varejistas devem equilibrar a inovação tecnológica com estratégias eficazes de controle de riscos.
A tecnologia NFC foi introduzida no Brasil em 2008 com cartões Visa, mas só ganhou popularidade após 2020, acompanhando o boom do PIX e a digitalização acelerada pela pandemia.
Hoje, o NFC é sinônimo de pagamentos rápidos e modernos, consolidado na rotina de milhões de brasileiros e com potencial para avanços ainda maiores.
Com a tecnologia NFC, o Brasil demonstra que está pronto para abraçar o futuro financeiro, proporcionando experiências de pagamento que combinam praticidade, segurança e inovação.
Referências